A Poesia Que Sinto!

Gosto de brincar com as palavras...Para mim, é um jogo onde coloco tudo o que sinto!A conselho dos Amigos, decidi criar este Blog para dar a conhecer e partilhar o que escrevo.
Desejo a quem ler, bons momentos de poesia e que se divirtam tanto como eu me diverti a fazê-la!
Letinha

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O Baloiço



O Baloiço



Também morei em S. Paulo
Num Largo bem “afamado”
Ambaca tinha por nome
E tinha, um cinema, ao lado!

Tinha, na altura, nove anos
Tipo Maria-Rapaz
Nada me metia medo
De tudo eu era capaz!

E quando tocava a maka
P’rá maka me desunhava!
Então bater em rapazes…
Era o que eu mais gostava!

Não riam! É bem verdade!
Adorava andar em brigas
Mas apenas com rapazes
Não tinha graça com raparigas…

Mas voltemos à tal história…
Como me perco a falar!!!
Passou-se nessa vivenda
Quando andava a brincar!

No quintal dessa tal casa
Por baixo da mulembeira
Dois baloiços esperavam
A malta, p’rá brincadeira


Para mim, conforme o dia,
Era o Silver ou o Trovão
Os tais cavalos famosos
Dos meus “heróis” de então!

Nesse dia…Ai nesse dia!
O meu “cavalo” Trovão
Outro o tinha montado…
E… atirei o “cavaleiro” ao chão!

Foi uma luta renhida!
Pontapés e bofetadas
Socos, murros e lambadas
Nem me sentia ferida!

Quando, saindo de casa
Minha mãe me agarrou!
Eu gritava: “Deixa-me agora!
A guerra não acabou!”

Mas tinha chegado ao fim…
O tal menino abusado
Que meu “cavalo” montou…
A chorar que nem desalmado
Em casa se refugiou!

Desde esse dia em diante
O meu “cavalo” lá estava…
Sempre livre e disponível
Mesmo se não o “montava”….

Letinha

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Este Mundo está louco!...









Este Mundo está louco...






Eu tenho de concluir
Que este Mundo está louco
Quando a confusão se instala
E o Respeito é tão pouco...

As Leis estão sem valor
Não se cumprem, afinal
Que adianta existirem
Se não se liga um dedal?

A família não se respeita
Vai cada um p'ra seu lado
Os filhos vivem à toa
Este Mundo está marado!

E começa por aí
O Respeito à Sociedade
Os meninos fazem tudo
O que lhes dá na vontade!

Se podem fazer de tudo
Não há nada a respeitar
Pois p'los Direitos do Homem
Ninguém se vai castigar!

Quem abusa tem direito
De abusar impunemente
É que o ir para a prisão
Não é castigo! É presente!

Vão gastar nosso dinheiro
Que nos custa a ganhar
Essa gente também come
E não tem de trabalhar...

Há comida e aquecimento
Há bebidas e distracção
Apenas não estão na rua
Têm casa e protecção!

Coitados dos que cumprem
E tentam na Lei andar
São vítimas desses "loucos"
E têm de trabalhar...

Ninguém lhes dá o sustento
E vão ter de alimentar
Aqueles que por mal-fazer
Se deviam castigar!

Para esses, não há Direitos
Que os venham ajudar
O Direito é ser a vítima
Sem a Justiça esperar!

E chego à conclusão
Que este Mundo está louco!
Trabalhamos e pagamos
Para quem, de nós, faz pouco!

Letinha

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Que Máscara?




Que Máscara?



Que máscara irei usar
A condizer com a idade?
De todas as que já vi
Nenhuma é novidade!

Já pensei me mascarar
De ministra incompetente
Mas essa está muito usada
Por muitos, no tempo presente!

Depois pensei em vestir
A de rico, de vida boa
Também já está ocupada
Anda por aí à toa!

Outra em que já pensei
Foi de pessoa genial
Mas também já é usada
P'los "burros" de Portugal!

Mascarar-me de esperta
Seria uma boa opção
Mas os "Chicos" se mascaram
De espertos, pois então!

Se de velha me vestisse
Boa ideia não seria
Da Reforma no caixão
Ninguém me livraria...

Se me vestisse de jovem
Com apenas 13 anos
Era a melhor das idéias
Neste país de enganos...

Não é preciso estudar
Nem muito esforço fazer
Para de ano passar
E um diploma obter
Se me portasse mal
E Leis não fossem comigo...
Hoje um jovem marginal
Não tem de cumprir castigo!

Podia fazer de tudo
Desde roubar ao matar
Pois como menor que sou
Não me podem responsabilizar!

Já sei a máscara que escolho!
É esta, está bom de ver!
Dou uma sova ao Governo
E ninguém me pode prender!!!!

Letinha