A Poesia Que Sinto!

Gosto de brincar com as palavras...Para mim, é um jogo onde coloco tudo o que sinto!A conselho dos Amigos, decidi criar este Blog para dar a conhecer e partilhar o que escrevo.
Desejo a quem ler, bons momentos de poesia e que se divirtam tanto como eu me diverti a fazê-la!
Letinha

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Estamos mal...


Estamos mal....



Como anda o meu país
Que doente ele está
Até vacinas de gripe
Nas farmácias já não há!

As Finanças estão tão mal
Com as despesas não pode
E p'ra tentar equilibrar
Cobram IVA a quem.....!

As mulheres que, do "ataque"
Fazem o seu ganha-pão
Vão ter de pagar impostos
Pelo uso da profissão...

Eu gostava de saber
Como se vai controlar...
Será que passam a ter
Um taxímetro a contar?

Será à hora, ao minuto
Que o Estado vai cobrar?
Passa a ser ainda mais rápido
Ver português a gozar!

A quem de saúde padece
E tem cartão do Estado
Vai ter de descontar mais
Se quiser ser bem (mal) tratado!

E não se fiquem a rir
Pois está a ser pensado
A obrigação de máscara
Para o ar ser controlado!

Só falta isso, amigos...
Pagamos por respirar!
E deixa de haver algo
Que não se possa pagar!

Letinha

Outubro 2006

domingo, 13 de janeiro de 2008

O Gafanhoto!


O Gafanhoto


A pedido dos Amigos
Que me têm ofertado
Histórias interessantes
Do seu recente passado
Eu vou tentar escrever
Algumas das minhas, também
Em prosa, não sei dizer
Em poesia...sai bem!

Lá no Bairro da Caop
Na cidade de Luanda
Morei numa vivenda
Quando estava lá na Banda!
Era ainda kandengue
Mas lembro-me muito bem
Da casa e do quintal
Onde vivia, feliz
Com meu pai e minha mãe!

Também gostava de estar
Em cima do muro, sentada
Vendo as pessoas passar
E a todos cumprimentar
Com alegre gargalhada!

A minha vizinha do lado
Companhia me fazia
E ela tinha um "criado"
O "Finta", nome afamado
Que lá no quintal vivia

Tinha a arte de fugir
Sempre a Polícia fintando
Andava sempre a sorrir
Andava sempre cantando

Mas voltemos à tal história
Que aconteceu no quintal
Era uma tarde sem memória
Era uma tarde normal
Estava eu, como costume
Encarrapitada no muro
Sentindo-me uma rainha
No seu trono, bem seguro

Chega o "Finta", sorridente
E diz para mim, a sorrir...
"Minina, tenho um presente
P'ra ti dar...tu vais só rir!"
Chegou, de mão fechada
Junto ao muro do portão
E eu, entusiasmada
Estendi a minha mão
Para a "prenda" desejada!

Era um contraste gritante!
A mão de uma menina
Sob a mão de um gigante!
Ao abrir a sua mão
Senti, na minha, umas patas
Dei um pulo...caí no chão!
E fiquei a chorar...de gatas!

O malandro do moleque
Tinha apanhado, num arbusto
Um gafanhoto gigante
Que me deu um grande susto!
E o resultado final
(Não riam, que não tem graça!)
Foi ter de ir ao Hospital
Os joelhos...uma desgraça!
E os cotovelos...igual!

Foi doloroso o tratamento
(Pareço a Alguém a falar)
Se um penso “aluga” um queixo
Eu estava toda p'ra alugar!!!!!

Letinha

sábado, 12 de janeiro de 2008

Esperança Verde!

Leões e Leoas....


Esperança verde!
Verde leão!
Leão de alma
E de coração!
Leão sereno
Mas com atenção
Leão presente
Cheio de emoção
Leão que ruge
Leão que chora
Leão que sofre
Mas não vai embora!
Leão que fica
Leão que persiste
Leão que luta
E NUNCA DESISTE!!!!!